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EventMay 5, '11 12:13 PM
for everyone
Start:     May 7, '11 11:00a
End:     Jul 3, '11 9:00p
Location:     Praça da Sé 111 - São Paulo/SP
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NAFOTO – Uma experiência inovadora

            Em 1990, Fernando Collor sai vitorioso das urnas, numa disputa acirrada em 2º turno pela presidência da República com Luís Inácio da Silva, o Lula. No ano seguinte, logo após a posse, nasce o Plano Collor, que aprofunda a recessão econômica. Mais de 920 mil postos de trabalho são fechados, a inflação chega aos 1200% ao ano. A truculenta interferência na área da cultura desarticula várias instituições, entre elas o Instituto Nacional da Fotografia, o INFOTO, da Funarte, com sede no Rio de Janeiro, articulador das Semanas Nacionais de Fotografia. Todo o meio artístico inicia discussões sobre as possibilidades de reagir à difícil situação.
            Stefania Bril, na época diretora da Casa da Fotografia Fuji e crítica de fotografia da revista Irisfoto e do jornal O Estado de S. Paulo, com a experiência adquirida nos pioneiros encontros fotográficos de Campos do Jordão, volta de Paris entusiasmada com o Mois de La Photo e promove uma projeção-discussão na Casa da Fotografia. Em seguida, o fotógrafo Juvenal Pereira convoca fotógrafos e pessoas ligadas à fotografia para uma reunião no mesmo local. Nesse encontro estão presentes, além de Stefania Bril e Juvenal Pereira, Eduardo Castanho, Eduardo Simões, Iatã Cannabrava, Isabel Amado, Marcos Santilli, Nair Benedicto, Rosely Nakagawa e Rubens Fernandes Junior. Ideias são lançadas, discussões são promovidas, informações importantes são lembradas: o grupo Friends of Photography, da Califórnia, o evento de Arles na França, o próprio Mois de La Photo parisiense, as semanas brasileiras, os debates regionais e os encontros de Campos do Jordão. Seria possível realizar um Mês da Fotografia em São Paulo? Em reuniões posteriores, decide-se pela realização do evento, que fica marcado para o longínquo mês de maio de 1993, durante o outono, escolhido como o período em que a cidade apresenta a luz mais bonita e diferenciada do ano. O lançamento da ideia é acompanhado de uma exposição coletiva de fotografia brasileira na Galeria Fotóptica, gentilmente cedida para essa finalidade. Os fotógrafos dão total apoio ao evento enviando fotos para a exposição, que se realiza sob a coordenação de Isabel Amado e Rosely Nakagawa.
            Em 1991, o Núcleo dos Amigos da Fotografia – NAFOTO – é criado e o designer Ricardo Ohtake desenha o logotipo que se transformaria na marca oficial da entidade. Seus integrantes decidem que a função de Coordenador Geral será exercida em sistema rodízio entre os membros da diretoria. Por motivos particulares, Eduardo Simões e Iatã Cannabrava se desligam do grupo original e, por sugestão de Iatã, na época diretor da União dos Fotógrafos de São Paulo, Fausto Chermont passa a integrar o grupo. É também decidido que o Mês Internacional da Fotografia será um evento bianual.


1ª NAFOTO
Da esquerda para a direita: Juvenal Pereira, Isabel Amado, Eduardo Castanho, Marcos Santilli, Stefania Bril, Nair Benedicto, Fausto Chermont, Rubens Fernandes Junior e Eduardo Simões (Rosely Nakagawa, ausente no dia). Foto de Mark James.

            Começa, então, a preparação do I Mês Internacional da Fotografia. Ele não seria temático, mas teria como foco a valorização da fotografia brasileira e sua disseminação, inserindo-a na história e na educação do País. O grupo defende também a valorização da fotografia latino-americana, já que até então apenas a produção americana e européia tinham visibilidade no Brasil.
            Os dois anos entre a decisão e a realização do I Mês Internacional da Fotografia são consumidos na tarefa de legalizar a associação, providenciar uma sede definitiva, decidir sobre as exposições, definir os embaixadores nacionais e internacionais, buscar patrocínios naquele momento inóspito, contatar consulados, reservar os espaços expositivos da cidade. Além disso, era preciso garantir a vinda das exposições latino-americanas – tarefa árdua, uma vez que praticamente não havia uma organização que pudesse viabilizar a circulação dessas mostras. Era necessário também formar monitores, buscando estudantes de graduação de instituições públicas e privadas que pudessem difundir as ideias do NAFOTO de ampliação e democratização dos diferentes conteúdos das exposições.
            Hoje, quando os coletivos estão em alta, podemos avaliar a importância e o pioneirismo do trabalho dessas pessoas de diferentes vivências e formações que criaram o NAFOTO. Além delas, foi essencial também o apoio incondicional de fotógrafos brasileiros e a adesão de pessoas das áreas mais diversas que tornaram viável aquilo que parecia um sonho: a organização de um evento internacional de fotografia no País. É bom lembrar que vivíamos um momento de total crise na área político-econômica, em que a descrença em realizações e mudanças era marca preponderante na vida cultural do Brasil.
            O I Mês Internacional da Fotografia foi finalmente aberto, em maio de 1993, no Sesc-Pompeia, com uma homenagem a Stefania Bril, já falecida. Na França, o Mois de La Photo também foi dedicado a ela. A exposição Fotografia Brasileira Contemporânea contou com 1200 fotografias. Quase todo o Brasil se fez presente e a mostra ultrapassou o eixo Rio-São Paulo-Porto Alegre-Curitiba. Era uma nova proposta de mapeamento da produção fotográfica brasileira, com muitas surpresas e com o surgimento de novos talentos. Outra grande exposição, com apoio da AFAA – Association Française d’Action Artistique –, do artista Alain Fleischer, foi aberta em avant-première mundial no MIS/Paço das Artes. Graciela Iturbide, do México, e Keiichi Tahara, do Japão/França, expõem pela primeira vez no País, coordenam oficinas e realizam leituras de portfolio. A exposição Fotojornalismo Croata e o relato de seu curador, Zelemir Koscevic, diretor do Museu de Arte Contemporânea da Croácia, no momento em que a guerra assolava aquele país e matava vários fotógrafos documentaristas, foi um momento especial de emoção e reflexão. A oficina especial de Michel Gray, da Inglaterra, sobre Paralelos da Fotografia entre os Séculos XIX e XX, deixou marcas profundas no trabalho de muitos fotógrafos brasileiros.
            No ano seguinte, o NAFOTO realiza o I Seminário Internacional de Fotografia, no Sesc-Consolação, com quatro eixos de discussão: Fotografia e Educação; Fotografia e Novas Tecnologias; Fotografia e História; Fotografia e Publicação. O evento conta com a presença de alguns dos maiores especialistas nessas áreas, entre eles, os internacionais Naomi Rosenblum, Mark Sealy, Pablo Ortiz Monastério, Douglas Ford Rea, Nathan Lyons. Entre os brasileiros, Luis Humberto, Moracy de Oliveira, Nelson Brissac, Pedro Vasquez e Boris Kossoy. Além de palestras e discussões do seminário, uma videoentrevista com cada convidado, com perguntas feitas pela coordenação do NAFOTO, é posteriormente distribuída para escolas e bibliotecas de todo o País.
Empolgados com a realização, o NAFOTO convida na ocasião, algumas pessoas de relevante atuação na área acadêmica e jornalística para debater. Estela Senra, Ivo Mesquita, Fabio Magalhães, Marcelo Coelho e Nicolau Svecenko dão importantes contribuições para a continuação das discussões e das atividades.
            Em março de 1994, no Teatro Municipal de São Paulo, o NAFOTO recebe da APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte – o prêmio de melhor evento de fotografia realizado em 1993.
            A partir do II Mês Internacional da Fotografia, os eventos passam a ser temáticos, até o ano de 2001. O primeiro deles seria Identidade (1995), depois Paixão (1997), Transformação (1999) e Raízes e Asas (2001).
            No II Mês, entre vários eventos, destacaram-se a exposição, presença e palestra de Joseph Koudelka, assim como a exposição do peruano Martin Chambi, na Casa da Fotografia Fuji, realizadas pela primeira vez no País. A exposição Homenagem a Cartier-Bresson apresentou uma forma inovadora, com várias personalidades escrevendo sobre seu trabalho. Três grandes exposições brasileiras, com curadoria da diretoria do NAFOTO, deram relevância a questões nacionais: Contatos e Confrontos, curadoria de Marcos Santilli, Nair Benedicto e Patricia Di Fillipi, sobre a situação dos índios (destacando o trabalho e a ousadia das fotografias de João Roberto Ripper); Investigação Brasil, curadoria de Fausto Chermont e Eduardo Castanho, que aborda aspectos sociais e ecológicos; e Retratos, curadoria de Rosely Nakagawa e Rubens Fernandes Junior, e que trouxe um enfoque clássico e as diversas tendências contemporâneas. A exposição História do Olhar, síntese dos três volumes da coleção Photo Poche de Histoire de Voir, foi uma grande aula visual editada pelo Centre National de la Photografie, de Paris, idealizada por Robert Delphire. Também pela primeira vez, e por intermédio do inglês Mark Sealy/Autograph e do British Council, foram realizadas exposições individuais de Ajamu e Joy Gregory, fotógrafos de origem africana. As individuais brasileiras contaram com os trabalhos de Carlos Freire, Claudio Edinger, Mario Cravo Neto e Claudia Jaguaribe.
            A preocupação de estreitar laços com outros países da América Latina revelou a surpreendente produção de Equador, Guatemala, Chile e Venezuela, dos jovens fotógrafos cubanos, das coleções particulares argentinas, além de aprofundar nosso olhar sobre a produção do México e do Peru. Apesar das dificuldades, exposições itinerantes percorreram vários Estados brasileiros e outros países latinos. Todas as oficinas, palestras e seminários internacionais e nacionais tiveram superlotação, o que mostra a carência de circulação de informação e conhecimento específico sobre a fotografia histórica, moderna e contemporânea.
            Em 1997 o III Mês teve como tema a Paixão e consolidou a participação latina com o brilho especial de Luiz Gonzales Palma, da Guatemala, Lucia Chiriboga e Maria Tereza Garcia, do Equador, Marcelo Salinas e Matias Recart, do Chile, Maya Goded e Vida Yavanovich, do México, além de Irene Torrebiarte, Mayu Mohanna, Cecilia Larrabure, Fernando Castro, Milagros de La Torre. Ficaram gravados na memória os retratos africanos de Seydou Keita e os de Rotimi, ambos exibidos na Pinacoteca do Estado. Outra exposição bastante comentada foi a de Bernard Plossu, de extrema delicadeza e singularidade.
            As exposições individuais de Thomaz Farkas, no MASP e de José Medeiros no Itaú Cultural foram marcantes e as várias coletivas brasileiras aumentaram a participação de mulheres fotógrafas. Nas oficinas, nas palestras e nos relatos de experiências, fotógrafos e teóricos compartilharam diferentes pontos de vista, enriquecendo as discussões.
            O III Mês trouxe ao NAFOTO, o segundo Prêmio APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, novamente como o melhor evento de fotografia de 1997.
            Transformação foi o tema do IV Mês Internacional da Fotografia. A ideia era refletir sobre a transformação do homem e de suas crenças, de suas cidades, casas, e até mesmo do suporte técnico da fotografia, que naquele momento passava do químico para o digital. Os destaques da mostra ficam por conta de Flor Garduño, Pierre Verger, Hildegard Rosenthal, Valerio Vieira, David Drew Zingg e de uma oportuna retrospectiva dos 60 anos do Foto Cine Clube Bandeirante. Também a exposição O Viajante e as Cidades, de João Luiz Musa, foi marcante. E mais: Manuel da Costa, Eduardo Muylaert, e a criatividade do grupo de Belém, com Ruídos entre Imagens, de Claudia Leão, Walda Marques e Orlando Maneschi. Várias galerias importantes se incorporaram ao evento e mostraram seus representados: Thomas Cohn, Casa Triângulo, Brito Cimino, Lee Photogallery, Imágicas, entre outras.
            No V Mês Internacional da Fotografia, o tema Raízes e Asas propôs um diálogo entre estes dois marcos, enfatizando a estrutura necessária para alçar voos. A mostra contou com individuais de Claudia Andujar, Rodolfo Lindemann, Jean Manzon, Chico Albuquerque, Walter Firmo, Luis Humberto. A coletiva brasileira Realidades Construídas, curadoria de Helouise Costa, foi uma exposição histórica: Gaspar Gasparian, Herminia Nogueira Borges, José Yalenti, German Lorca, Thomaz Farkas, Ademar Manarini, José Oiticica Filho, Geraldo de Barros e Eduardo Salvatore. Fronteiras trouxe Tiago Santana, Celso Oliveira, Elza Lima, Antonio Augusto Fontes e Ed Viggiani, e a surpreendente exposição de Eustaquio Neves. O grande destaque ficou para Ma France, de André Kertesz, na Caixa Cultural-Sé, iniciativa desenvolvida em parceria com Pierre Clémens, então diretor da Aliança Francesa em São Paulo. Pierre Devin, diretor do Centre Regional de La Photographie Nord-Pas de Calais, trouxe Um Olhar Venturoso, de Jean Marquis, e Imigrantes, do polonês Kazimir Zgorecki. As fotógrafas brilharam: Maldita Sois Vós Entre as Mulheres, de Marlene Bergamo, Colagens, de Christine Burril, Casa Comodo, de Inês Rabelo, Vestígios, de Neide Jallageas, e mais Evelyn Ruman, Fabiana Figueiredo, Helga Ancona, Andrea Monteiro e Leticia Valverde, entre outras.
            A partir dos VI e VII meses, o evento ficou mais compacto em função de mudanças estruturais: a cidade cresceu assustadoramente, a locomoção se tornou um grande transtorno e as pessoas estão mais isoladas, mais fechadas em seus mundos. Outros eventos “pipocaram” pelo país afora. A fotografia se consolidou no mercado de arte.
            No VIII Mês, em 2007, o objetivo principal era a discussão sobre a Preservação e Guarda de Acervos. Apesar de parecer ao NAFOTO um debate importante que já se fazia com atraso, a reação foi morna. O assunto não ganhou a relevância merecida, nem na mídia nem entre os fotógrafos.
Hoje, passados 20 anos das primeiras reuniões, muita coisa mudou no Brasil e no mundo. Houve alternância de potências no poder. Os Estados Unidos escolheram o primeiro presidente negro de sua história. O Brasil transformou sua economia, diminuiu a miséria, ampliou o acesso aos bens de consumo, elegeu a primeira mulher presidente, colocou-se como nova potência no cenário mundial.
            Em setembro de 2009, no 5º Paraty em Foco, o grupo de agitadores culturais reunidos na cidade, decidiu formar a RPCFB – Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil, com representantes de muitos estados. De imediato, é um canal de interlocução com o Governo. É um momento de rara oportunidade pois há muita coisa para fazer e a tecnologia favorece a possibilidade de troca de ideias e informações. E elas são abundantes.
            O momento é também propício para se rediscutir a preservação e a guarda dos acervos. É também a hora de pensar em como editar e utilizar melhor os livros de fotos e, sobretudo, como democratizar o acesso a eles. A Fotografia, mais do que nunca, continua sendo um elemento fundamental na educação e na preservação de nossa história. E ela não pode ser privada.


1991-2011 – NAFOTO
˙ · Em 1991 um grupo de fotógrafos, pesquisadores e curadores, se reuniu para concretizar um sonho: criar no Brasil um evento internacional de fotografia e inserir nossa fotografia na cena cultural mundial. Em maio de 1993 o NAFOTO – Núcleo dos Amigos da Fotografia – realizou o 1º Mês Internacional de Fotografia em São Paulo.
A composição inicial do NAFOTO – Stefania Bril, Nair Benedicto, Rosely Nakagawa, Isabel Amado, Juvenal Pereira, Eduardo Simões, Eduardo Castanho, Fausto Chermont, Marcos Santilli e Rubens Fernandes Junior – é que permitiu a diversidade de atividades desenvolvidas ao longo destes 20 anos.
Esta exposição sintetiza de alguma forma nossa trajetória. Também pretende homenagear e valorizar o fotógrafo brasileiro, parceiro de primeira hora, batalhador e que desde nosso início soube compreender o espírito coletivo que tentamos empreender ao longo dos eventos. Hoje, olhando retrospectivamente, entendemos que a cada edição do Mês Internacional da Fotografia, nas exposições, workshops, oficinas e demais atividades, a intenção sempre foi propagar, ampliar e democratizar a cultura fotográfica.
˙ · A trajetória do NAFOTO é vencedora: selecionamos e mostramos o melhor dos clássicos franceses e dezenas de exposições da fotografia latino-americana, histórica e contemporânea, criando laços de amizade e fortalecendo o intercâmbio no continente; apresentamos pioneiramente a fotografia africana e a japonesa; inserimos o Brasil no mapa do circuito internacional das grandes mostras de fotografia; viabilizamos contatos e aproximações de muitos fotógrafos brasileiros com instituições e museus do exterior; e muito mais.
Por tudo isso é que somos gratos a todos àqueles que entenderam e valorizaram o projeto Mês Internacional da Fotografia – fotógrafos, patrocinadores, museus e galerias, instituições públicas e privadas. Claro que hoje a fotografia ampliou significativamente sua esfera de atuação e sua presença na cena cultural brasileira. Os eventos se multiplicaram, as verbas públicas e privadas aumentaram expressivamente, os espaços culturais se profissionalizaram. Enfim, nós entendemos que somos parte dessa história.
˙ · Viva a fotografia brasileira!


por Rubens Fernandes Junior
Curador


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CAIXA Cultural SP fica bem NAFOTO
Mostra comemorativa dos 20 anos do Núcleo dos Amigos da Fotografia (NAFOTO) reunirá material histórico das oito edições do Mês Internacional de Fotografia

˙ · Para celebrar o 20° aniversário de criação do Núcleo dos Amigos da Fotografia (NAFOTO), a Caixa Cultural São Paulo (Sé) inaugura no dia 07 de maio a exposição “NAFOTO 20 ANOS”, com a exibição de 150 fotografias de importantes fotógrafos do Brasil e do Exterior, projeções de imagens e apresentação de depoimentos de época dos fotógrafos e curadores convidados.
Além da exposição, que se estenderá até o dia 03 de julho, haverá a realização do seminário “Nafoto e a Fotografia Brasileira” e o lançamento de um catálogo raizonée listando todas as atividades desenvolvidas nas oito edições do Mês Internacional da Fotografia, evento criado pelo Núcleo em 1993 com o objetivo de ensinar, difundir e aprofundar o uso e a discussão da imagem fotográfica e gerar um intercâmbio efetivo entre a produção brasileira e a produção internacional, particularmente a latino-americana.
A exposição “NAFOTO 20 ANOS”, contará ainda com amostra de material gráfico histórico, documentos e correspondências diversas dessa pioneira iniciativa cultural privada e coletiva na área da fotografia, que se tornou matriz e referência para outros eventos e influenciou a profissionalização de inúmeros jovens.

Um pouco de história
˙ · O NAFOTO – Núcleo dos Amigos da Fotografia, entidade civil sem fins lucrativos, foi fundada em abril de 1991, com o objetivo de realizar a cada dois anos um grande evento internacional na cidade de São Paulo.
Com o apoio das importantes instituições culturais de São Paulo em maio de 1993, o NAFOTO realizou o I Mês Internacional da Fotografia, com 34 exposições e uma série de atividades paralelas (workshops, palestras, leitura de portfólio, etc), obtendo enorme sucesso de público e de crítica, incrementando a reflexão e a produção da fotografia no Brasil. Os esforços do NAFOTO daquele ano foram reconhecidos pela APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte que premiou o I Mês Internacional da Fotografia como Melhor Evento de Fotografia do ano. Também recebeu o prêmio APCA em 1997.
Em 1994 realizou com sucesso o I Seminário Internacional de Fotografia em parceria com o SENAC, que preparava-se para lançar a primeira graduação em fotografia do país. O Seminário contou com a presença de críticos, pesquisadores, editores e educadores da Europa, Estados Unidos e América Latina, entre eles Naomi Rosenblum, Pablo Ortiz Monastério, Mark Sealy, Nathan Lyons, Douglas Ford Rea e Walther Rosenblum. Entre os brasileiros destacamos a participação de Pedro Vasquez, Luiz Humberto, Nelson Brissac Peixoto, Moracy de Oliveira e Boris Kossoy. Foram editados e distribuídos vídeos com entrevistas e com aspectos significativos do Evento.
O II Mês Internacional da Fotografia foi realizado em 1995 com o tema geral Identidade, e obteve grande repercussão perante o público e os meios de comunicação, com as 33 exposições além de diversos workshops, leitura de portfólio e palestras.
A partir das estimativas das instituições que participaram destes dois eventos, calcula-se que em 1993 entre participantes e visitantes chegou-se a 144 mil pessoas e, em 1995, atingiu-se 220 mil. Aqui não se inclui o público participante da itinerância destas exposições no Brasil e no exterior.
O III Mês Internacional da Fotografia foi realizado em 1997 com o tema Paixão. O IV Mês Internacional da Fotografia realizado em 1999 com o tema Transformação. O V Mês Internacional realizado em abril/maio/junho de 2001 com o tema Raízes e Asas. O VI, VII e VIII Mês Internacional da Fotografia, foram realizados respectivamente em abril/maio/junho de 2003, 2005 e 2007.
˙ · O NAFOTO – Núcleo dos Amigos da Fotografia conseguiu através das 290 exposições, centenas de oficinas, seminários e palestras, estimular o ensino e a divulgação da fotografia. Também atendeu a carência de um enorme público que não tinha acesso ao conhecimento desta produção cultural. Além de envolver organizadamente este público, em diversas ocasiões reuniu os profissionais da área e estimulou novos centros produtores no país. Iniciativas como esta, mostraram à população (que ressentia de um catalisador cultural que sintetizasse várias correntes de pensamento e ação social), a possibilidade da fotografia se tornar um instrumento para a sociedade recuperar e organizar sua memória.
˙ · Pioneiramente, o NAFOTO viabilizou para a fotografia brasileira um intercâmbio permanente entre a produção brasileira e a de outros países. A circulação de idéias, o debate e a reflexão sobre o fazer fotográfico foram estimulantes para o Brasil, que é o oitavo mercado no mundo nesta área.
Atualmente a fotografia é reconhecida como uma das mais criativas do mundo e o Brasil, dada a sua importância estratégica de país em plena emergência econômica, é passagem obrigatória para dezenas de exposições internacionais. Além disso, os eventos similares realizados no Rio de Janeiro, Fortaleza, Belém, Brasília, Paraty, São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte são desdobramentos das experiências iniciadas com as Semanas Nacionais de Fotografia realizadas pelo Instituto Nacional da Fotografia da Funarte e fortalecidas pelo NAFOTO no plano nacional e internacional.

Ficha técnica
Curadoria: Rubens Fernandes Júnior, Nair Benedicto, Fausto Chermont e Monica Caldiron
“NAFOTO 20 ANOS”
Abertura para convidados e imprensa: 07 de maio, às 11h
Visitação: de 07 de maio a 03 de julho de 2011
Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo (SP)

Seminário Nafoto e a Fotografia Brasileira
- 17 de junho das 19:30 as 22h
- 18 de junho das 10h as 13h
Informações: (11) 3321-4400


Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400 | Acesso para pessoas com necessidades especiais | Entrada: franca | Recomendação etária: livre | Patrocínio: Caixa Econômica Federal


Fontes: Rubens Fernandes Junior e Assessoria de Imprensa da Caixa Cultural


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IMAGENS da EXPOSIÇÃO "NAFOTO 20 anos"
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º] | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | >*< | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | [º
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feaznar wrote on May 5, '11
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feaznar wrote on Jun 14, '11
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feaznar wrote on Jul 1, '11
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